segunda-feira, 8 de julho de 2013

Curiosidade: Eucalipto Arco-íris – árvore multicores



Parece pintada a mão a quem duvide até hoje. Mas não é. O Eucalyptus deglupta, conhecido como Eucalipto Arco- Íris nasce assim naturalmente. É uma árvore de grande porte, que se destaca pelo colorido espetacular do seu tronco. É o único representante do gênero dos eucaliptos que ocorre naturalmente no hemisfério norte, nas Ilhas da Nova Bretanha, Nova Guiné, Ceram e Mindanau. No seu habitat pode atingir 75 metros de altura, com 240 centímetros de diâmetro de tronco; mas em cultivo geralmente permanece entre 20 a 30 metros de altura. O segredo por trás do colorido especial desta árvore está na forma como ela vai se descascando e revelando as partes coloridas. Inicialmente a casca fina, lisa e marrom se desprende e uma cor verde clara e vibrante aparece. Esta mancha de cor torna-se então sucessivamente verde escura, azulada, púrpura, laranja e por fim vermelha. Acontece que o processo ocorre a todo momento, formando manchas coloridas em diferentes estágios. A impressão que se tem é de que a árvore foi misteriosamente pintada, tornando-se uma verdadeira obra de arte da natureza.
Além do tronco cilíndrico e ornamental, suas folhas são atrativas também. Elas são opostas, ovadas a lanceoladas, e apresentam cor verde-escura na página superior e cinza na página inferior. As flores se reúnem em inflorescências do tipo umbela, terminais ou axilares. Elas são numerosas, de cor branco-creme a amareladas, com longos estames, perfumadas e produzem néctar em abundância, atraindo abelhas. Os frutos que se seguem são cápsulas globulares, de cor marrom, contendo de 3 a 12 sementes por válvula. As sementes são diminutas, achatadas e com uma pequena asa. O florescimento ocorre diversas vezes ao ano, com mais profusão na primavera e outono.
A casca exterior cai anualmente em diferentes épocas, mostrando a casca interior verde claro. Com o tempo a casca interna vai oxidando e escurecendo criando tons de azul, roxo, laranja e até vermelho. Então novamente começa a escurecer para os tons de marrom até que amadurece completamente e cai. Assim é o ciclo.
A árvore antes cultivada somente para o uso industrial da produção de papel tem sido amplamente difundida para o uso ornamental em jardins públicos e privados ao redor do mundo inclusive no Brasil.

Fonte: http://www.verdevaso.com.br

domingo, 7 de julho de 2013

A história do Pau-Rosa: a árvore da Amazônia que quase desapareceu do Brasil


Espécies florestais amazônicas ameaçadas de extinção


Pau Rosa
Nome Científico: Aniba rosaeodora

Família: Lauraceae

Características Morfológicas: De grande porte, pode atingir até 30 metros de altura, com tronco de 2 metros de diâmetro. A copa normalmente é pequena. A casca desta árvore é pardo-amarelada ou pardo-avermelhada, que se desprende em placas. As folhas são simples, com as margens recurvadas ou planas. Já suas flores são amarelo-ferruginosas, hermafroditas e pequenas.

Origem: Brasil.

Ocorrência Natural: Matas de terras altas da Amazônia ocidental (sobretudo Pará, Amapá e o Amazonas) e fora do Brasil nos chamados países amazônicos (Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Peru, Colômbia e Equador).Parte de seu risco de desaparecer do mapa se deve ao fato desta espécie ser muito cobiçada pela qualidade de seu óleo essencial de aroma agradável, utilizado como fixador de perfumes. Tanto que o perfume mundialmente conhecido Chanel N° 5 utiliza o linalol, princípio ativo do pau-rosa, em sua composição. 
Além disso, seus frutos são alimentos para aves, notadamente psitacídeos e aves da família Ramphastidae (tucanos). 
A forma predatória de sua exploração esgotou o estoque disponível nas Guianas e também no Estado do Pará, no Brasil. 
Geralmente a forma mais natural de colher seus frutos é após a queda natural deles. Esta é a prática mais usual. Porém a irregularidade na floração-frutificação e a destruição de frutos são fatores limitantes à obtenção de sementes. Além disso, recomenda-se o seu manuseio cuidadoso, devido ao fino e delicado tegumento da semente. 


Mogno

Nome Científico: Swietenia macrophylla

Família: Meliaceae

Características Morfológicas: Árvore de porte grande, ela pode atingir facilmente 30 metros de altura. Seu tronco tem, em média, de 50 a 80 centímetros de diâmetro. As folhas, brilhantes, são compostas por 8 a 10 folíolos.

Origem: Amazônia brasileira.

Ocorrência Natural: É encontrada em toda a região amazônica, mas é bem mais frequente no Sul do Pará.
Árvore de grande estatura, o mogno tem uma diferença básica em relação às copas clássicas de outras espécies. Embora densa, tem um desenho menos espalhado para as laterais. Parece querer atingir o céu. 
Conhecida também por aguano, araputanga e mogno-brasileiro, esta árvore quase chegou à extinção em razão da exploração de sua madeira para mobiliário de luxo, sobretudo fora do Brasil (Europa). 
Espécie de madeira dura, ela tem como principal característica ser de uma resistência moderada ao apodrecimento e ataque de cupins. Ao mesmo tempo não pode ser aplicada diretamente no solo ou em áreas úmidas, pois apresenta baixa durabilidade nessas condições. 
Como é usada com sucesso na arborização urbana, tem sido mais anotada ultimamente na região Centro-Sul do País. Em geral ela apresenta crescimento considerado rápido (4 metros aos 2 anos).





Castanheira


Nome Científico: Bertholletia excelsa


Família: Lecythidaceae

Características Morfológicas: Árvore frondosa, de copa clássica, que atinge de 30 a 50 metros de altura. O diâmetro médio do tronco retilíneo gira entre 100 e 180 centímetros. As folhas são simples e sem pelo. A famosa castanha é a sua semente.

Origem: Nativa da Floresta Amazônica.

Ocorrência Natural: Toda a região amazônica, incluindo Rondônia, Acre, Amazonas, Pará, e o Norte dos estados de Goiás e Mato Grosso. É encontrada ainda nas Guianas, Venezuela, e a Leste da Colômbia, Peru e Bolívia.
Seu fruto (que abriga de 14 a 24 sementes) é de alto valor proteico e contém selênio, elemento que combate os radicais livres. 
Apesar de amplamente difundida na Amazônia, está classificada de vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) e por uma razão muito simples: o desmatamento desenfreado naquela região. Com um detalhe agravante: esta árvore tem um crescimento considerado lento (ou seja, a sua reposição não ocorre no mesmo ritmo da destruição da floresta). 
Embora seja consumida in natura, torrada ou na forma de farinha, doces e sorvetes, obtê-la requer um certo esforço manual, já que sua casca é extremamente dura de quebrar. 
Hoje a sua exportação constitui uma importante fonte de divisas para o Brasil. Mas é no interior do País, para agricultores de baixa renda, que ela exerce um importante papel: além de ser muito nutritiva e alimentar as famílias, é comercializada e armazenada por longo período, mesmo em condições rústicas. E mesmo em solos quimicamente pobres e não adubados, tem desenvolvimento promissor. 


Angelim-pedra

Nome Científico: Dinizia excelsa

Família: Leguminosae-Mimosoideae

Características Morfológicas: Esta árvore chega a atingir 60 metros de altura. Possui tronco revestido com casca descamante, que atinge diâmetros entre 100 e 180 centímetros. Suas folhas são compostas bipinadas.

Origem: Brasil.

Ocorrência Natural: Região Amazônica, sobretudo nos Estados do Acre, Rondônia, Amazonas, Pará e Roraima.
Esta espécie é considerada uma das maiores árvores da floresta amazônica. Como possui tronco descamante, a curiosidade é que ao seu redor formam-se grandes montes de lâminas de casca. 
Produz ainda, anualmente, um número considerável de sementes viáveis (que geralmente são levadas pelo vento dentro de suas vagens a grandes distâncias). Floresce a partir de agosto. Para obter suas sementes é relativamente simples. 
Os frutos devem ser colhidos diretamente da árvore quando iniciam sua queda espontânea (ou mesmo logo que caem no chão). Isso posto, é preciso levá-los ao Sol para secar, o que facilita a sua abertura manual e a liberação das sementes. O armazenamento tem tempo curto, inferior a quatro meses. Esta árvore possui uma madeira considerada muito pesada, bem dura ao corte e com alta resistência ao ataque de organismos xilófagos. 
Tanto que, quando usada, geralmente é aplicada a ambientes externos (postes, moirões, pontes, estacas, dormentes e peças para a construção civil - caibros, vigas, ripas, tacos, tábuas para assoalho, batentes de portas e janelas - entre outros usos).